Usuários Linux nós somos uma minoria. Bem, pelo menos na área de trabalho, já que em outras seções, como aquele com televisões inteligentes ou servidores, que é baseado no kernel de Linus Torvalds está na liderança. Em computadores desktop, tem sido cerca de 1 em 50 por um longo tempo, mas os números mais recentes colocam o Linux acima de 3% da participação de mercado. O que esse aumento pode significar?
Pode significar algo ou nada. Há três anos, quando quase todo mundo passava a maior parte do tempo em casa, o uso do Linux no desktop aumentou, mas voltou para baixo quando a crise da saúde começou a se estabilizar. Naquela época caiu abaixo de 1.5%, e era fácil pensar que o que acontece é que usamos Linux mais em casa do que no trabalho. Pura especulação. Agora, quando já estamos no que alguns chamam de nova normalidade, a porcentagem aumentou de 3%, dobrando o uso de cerca de três anos atrás.
Linux sobe de 3% pela primeira vez em sua história?
Eu sei que o Linux sempre esteve em torno de 2% de market share, aumentando ou diminuindo um pouco esse valor dependendo do momento, mas não me lembro de ter lido nada sobre subir 3%. Até agora. Se formos à página do statcounter, onde mostra a participação no mercado global, o Linux saiu de junho com 3.07%. O Chrome OS tem sua própria seção por não oferecer uma experiência de desktop real e fica com 4.13%. Acima estaria o macOS com 21.32% e já, inatingível, o Windows com 68.23%, bem abaixo dos quase 80% que tinha em julho de 2022.
apenas contador de estatísticas mostra estatísticasnão dá nenhuma explicação. Não se sabe por que superamos a barreira dos 3%, nem se a cota vai ser mantida ou não. Motivos ou coisas que aconteceram no último ano para que isso fosse possível, alguns vêm à mente: primeiro, que O Windows 11 impõe algumas restrições que podem deixar de fora equipamentos que não sejam os mais modernos; e segundo, que a Valve lançou o Steam Deck e está se concentrando em trazer a maioria dos jogos de sua plataforma para o Linux.
Algum tempo depois de cair abaixo de 1.5%, voltou a ultrapassar 2%. Agora temos que ver se esse 3 é uma miragem ou uma tendência que continua.