Pacman, o gerenciador de pacotes do Arch Linux
Os desenvolvedores da popular distribuição "Arch Linux" anunciaram que a distribuição já está usando o nova atualização do seu gerenciador de pacotes Pacman 6.1. Esta nova versão traz consigo uma série de melhorias e funcionalidades que otimizam o processo de gerenciamento de pacotes, além de melhorias de suporte foram implementadas em seções melhores.
Para quem não conhece o Pacman, saiba que este, assim como APT, DNF ou RPM, É um gerenciador de pacotes, que é usado em distribuições baseadas no Arch Linux, como o próprio Arch Linux e sistemas derivados como o Manjaro Linux. Pacman é responsável por lidar com a instalação, atualização e remoção de software, Além disso, simplifica o gerenciamento de software ao automatizar tarefas relacionadas ao gerenciamento de pacotes e suas dependências.
Principais novidades do Pacman 6.1
Uma das características notáveis do Pacman 6.1 é o introdução do CacheServer, Esta função permite armazenar em cache pacotes baixados, que acelera o download de pacotes futuros e simplifica o espelhamento, melhorando assim a eficiência e a velocidade das operações de gerenciamento de pacotes.
Outra mudança que se destaca nesta nova versão é no makepkg no qual diversas melhorias foram implementadasincluindo capacidade de definir arquivos de configuração de substituição no diretório makepkg.conf.d, o uso da biblioteca autodeps em vez de libdepends e libprovides, a capacidade de especificar sinalizadores adicionais para Git por meio da variável de ambiente GITFLAGSim, a função verify() foi implementada para verificação de origem personalizada e foi adicionado suporte de soma de verificação para fontes git/mercurial/bzr.
Além disso, nota-se que mudou o comportamento do utilitário repo-add Para não adicionar informações de assinatura digital do pacote ao repositório por padrão, a opção “–include-sigs” foi adicionada para retornar este comportamento se necessário e md5sum é adicionado ao banco de dados do repositório.
Tambémn melhorias foram feitas na opção –sysroot (deve-se notar que os alvos para -U não são mais interpretados em relação ao sysroot) o suporte ao servidor de cache, especificadores de formato de saída adicionais adicionados à opção “–print” e agora é possível adicionar campos estendidos com dados de pacotes, proporcionando mais detalhes e opções de customização no gerenciamento de pacotes.
O Pacman 6.1 fornece resultados de diagnóstico mais detalhados quando conflitos de arquivos são detectados ou quando pacotes estão corrompidos, facilitando a solução de problemas, e oferece suporte aprimorado para o Web Key Directory (WKD), fortalecendo a segurança e a confiabilidade dos pacotes baixados.
Das outras mudanças que se destacam:
- Foi feita uma transição para OpenSSL para calcular hashes sha256 e md5, melhorando a segurança e a eficiência na verificação da integridade dos pacotes.
- Um campo de dados estendido foi incluído para fornecer informações arbitrárias sobre pacotes.
- Agora, ao usar a opção –dbonly, os ganchos não serão executados.
- Mais detalhes são fornecidos ao encontrar conflitos de arquivos ou pacotes corrompidos.
- Melhorias foram feitas no suporte WKD
- O tratamento de cabeçalhos de download malformados também foi melhorado.
- A interface openssl é usada para calcular somas sha256 e md5.
- Corrigidas várias barras de progresso de download.
- Adicionada opção -D para alterar o diretório antes de compilar.
- Suporte aprimorado ao pacote de corte e depuração.
- Adicionado suporte configurável para LTO.
- As chaves de assinatura PGP das fontes agora estão incluídas no pacote, se disponíveis.
- “pkgtype” é armazenado em xdata.
- Removido md5sum dos arquivos mtree.
- MAKEPKG_LIBRARY foi documentado.
Se você estiver interessado em saber mais sobre isso, você pode consultar os detalhes no link a seguir.
Já para quem deseja que seu sistema já utilize esta nova versão do Pacman, basta atualizar seus pacotes (sudo pacman -Syu) para estarem nesta nova versão do Pacman.