Linux A empresa alcançou um novo marco no mercado de computadores desktop ao ultrapassar, pela primeira vez, a marca de 10% de participação de mercado na América do Norte, de acordo com dados divulgados pela plataforma de análise. StatcounterEste é um crescimento muito significativo para um sistema operacional que, durante décadas, ocupou uma posição minoritária nos computadores pessoais, mas que nos últimos anos vem ganhando terreno graças à maturidade das distribuições modernas, à ascensão do software de código aberto e ao crescente interesse em alternativas ao Windows.
Embora a porcentagem corresponda apenas ao mercado norte-americano e não reflete a situação globalO dado confirma uma tendência que vem se consolidando há vários anos. O Linux tem aumentado constantemente sua presença nos desktops, impulsionado por fatores como a popularidade do Steam Deck, melhorias no Proton para jogos, a evolução do Wayland e o desenvolvimento de ambientes de desktop cada vez mais refinados.
O Linux ultrapassa 10% do mercado de computadores desktop na América do Norte.
Segundo dados da Statcounter compilados por diversos veículos de comunicação especializados, o Linux agora representa mais de 10% dos computadores desktop conectados à internet na América do Norte. Embora o Windows continue liderando com ampla vantagem, esse avanço coloca o Linux em sua melhor posição histórica nessa região e confirma um crescimento que parecia difícil de imaginar há poucos anos.
O aumento da participação de mercado deve-se a diversos fatores. Por um lado, as distribuições atuais oferecem uma experiência muito mais acessível para o usuário médio do que ofereciam há uma década. Projetos como Ubuntu, Linux Mint, Fedora, openSUSE e Zorin OS simplificaram bastante a instalação, o reconhecimento de hardware e a manutenção do sistema. Ao mesmo tempo, a disponibilidade de aplicativos via Flatpak e outros formatos universais reduziu muitas das barreiras tradicionais do ecossistema Linux.
Os jogos também têm seu lugar.
Outro elemento fundamental foi o crescimento dos jogos no Linux. A chegada do Steam Deck e o desenvolvimento contínuo do Proton pela Valve permitiram que milhares de jogos do Windows rodassem com desempenho cada vez melhor, eliminando um dos principais obstáculos à adoção do sistema operacional entre os usuários domésticos. Soma-se a isso os avanços nos drivers gráficos da AMD, Intel e NVIDIA, que melhoraram significativamente a compatibilidade e o desempenho nos últimos anos.
O crescente interesse em privacidade, controle sobre o sistema e independência de plataformas comerciais também desempenhou um papel importante. Cada vez mais usuários buscam alternativas que não dependam de contas obrigatórias, serviços em nuvem ou recursos de inteligência artificial integrados — aspectos que têm sido alvo de críticas em relação a outros sistemas operacionais.
Apesar dessa conquista significativa, é importante contextualizar o número. Os dados referem-se exclusivamente ao mercado norte-americano e são derivados de estatísticas de navegação na web, portanto, não representam com precisão o número total de computadores que executam Linux. Mesmo assim, é um sinal muito positivo para o ecossistema e demonstra que o desktop Linux continua seu crescimento constante, consolidando-se como uma alternativa cada vez mais relevante tanto para usuários domésticos quanto para profissionais.
7.51% globalmente
Esses 10% da América do Norte rendem manchetes melhores, porque já representam mais de 1 em cada 10 equipes. Mas, se analisarmos globalmente, sempre depende. a mesma fonteObservamos que o Linux passou a estar presente em 7.51% dos computadores de mesa.
Isso é particularmente impressionante, especialmente quando olhamos um pouco para trás e vemos que a porcentagem nem chegou a 4% em maio (3.81%, para ser exato). Subiu para 5.59% em junho e agora está nos já mencionados 7.51%. O maior "perdedor" parece ter sido o Windows, que caiu de 76.38% em maio para 71.11% em julho.
Para confirmar essa tendência, teremos que esperar alguns meses e ver se os números permanecem semelhantes. É improvável que o Windows perca sua dominância, mas também era difícil imaginar o Linux atingindo 7% de uso em desktops.