
Lembro-me de, há muitos anos, um usuário em um fórum falando sobre o Nokia N900 e suas vantagens. Ele mencionou que poderia mudar tudo com o Maemo (Baseado em Linux), enquanto o resto de nós preferia o Symbian e todos os aplicativos que ele oferecia. Aliás, o Symbian tinha o WhatsApp em 2010 ou 2011. Hoje em dia, o personalização de interface É um dos atrativos do Linux, mas será que poder mudar tudo é realmente algo tão bom assim?
Depende. Vejamos um exemplo. HyprlandÉ um compositor que permite fazer tudo, e quando digo "tudo", quero dizer tudo mesmo. Claro, você pode ir ao YouTube e criar um vídeo. pesquisar por "arroz hyprland" o Pesquise tópicos no GitHub E ele ficou impressionado. Agora, conseguir algo assim não é fácil (na verdade, o Hyprland fica horrível depois de instalado). Sim, você pode encontrar um tema completo com o seu arquivos de pontos e levam menos tempo, mas alternar entre um e outro não é tão simples quanto dar alguns cliques.
Quando a personalização da interface se torna uma obsessão
Vamos resumir este artigo de opinião e dizer como eu o vejo: a personalização da interface. Está tudo bem, contanto que você não fique obcecado por ela.Por exemplo, o Plasma permite que você altere o painel inferior para transformá-lo em um Dock, com uma gaveta de aplicativos e aplicativos abertos, e na parte superior você pode colocar uma barra com o relógio no centro e a bandeja do sistema à direita, assim como no macOS. Você pode até ver os menus dos aplicativos neste painel, algo que o Garuda também faz.
En este link Explicamos como fazer qualquer KDE ficar parecido com a versão Dr460nizada do Garuda. Você não precisa ler tudo, basta rolar para baixo para ver que o artigo não é curto. Muitas mudanças precisam ser feitas. Se forem feitas de uma vez por todas, que é o nosso objetivo, será uma grande vantagem para o Linux, mas se tivermos que mudar toda semana, acabaremos dando razão àqueles que dizem que o Linux é para pessoas sem vida que só querem perder tempo consertando coisas.
Um exemplo do que NÃO fazer: eu e minha obsessão por imitação.
Há alguns anos, transformei meu laptop mais antigo em um centro de emulação. Ainda tenho os arquivos guardados. conjuntos de rom De Master System, Mega Drive/Genesis, NES, Super Nintendo, Game Boy, Game Boy Advance, não me lembro se tem mais algum, e todos os jogos de arcade. Incluindo duplicados, tenho mais de 20.000 ROMs, literalmente. Para obtê-las, você precisa baixá-las todas e ter ISSO É Com imagens e metadados, você precisa passar dias fazendo demolição.
Devido às limitações da extração de dados, levaria mais de uma semana (fazendo outras coisas nesse meio tempo, claro) para deixar tudo como eu esperava. E no final, quantas horas eu passei com esses jogos? Bem, acho que muitas, porque, por tentativa e erro, pelo menos terminei God of War e God of War 2. Mas, sem contar esses, acho que não joguei mais de duas horas, e boa parte desse tempo foi gasto com Dragon's Trap para Master System.
Mas eu o tenho. E o tempo gasto para consegui-lo foi divertido.
Lembro-me também do caso de um programador. Ele disse que tinha um laptop com uma instalação do Arch Linux totalmente personalizada… mas não o usava. Ficava lá parado, sem uso, apenas para dar suporte. Ele tinha a satisfação de possuí-lo, e essa era toda a sua utilidade. Por que querer algo que você não vai usar? E o pior: por que perder tempo com isso?
A moral é que As possibilidades não são ruins se você as usar, mas não são tão boas se você não as usar.Usuários de Windows e macOS têm razão, em parte: você instala o sistema e usa. Ponto final. Eu prefiro o design da Apple, e você não precisa pensar nem por um segundo no que vai fazer com ele. É basicamente conectar e usar.
Nós dominamos o Linux
O Linux nos permite alterar o que quisermos. Nós estamos no comando. Nós somos Deus. Mas também podemos estragar algumas coisas e perder tempo com outras que não vamos usar. Depende de nós se faremos bom uso de nossas liberdades. que nos proporciona.